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Bom, me chamo Leonardo, tenho 21 anos, tenho distrofia muscular, eu escrevo com o intuito de poder de alguma maneira poder passar alguma mensagem positiva do que ja vivi e o que vivo diariamente. Escrever aqui me ajuda muito, espero que o que escrevo ajude quem lê também.

domingo, 8 de junho de 2014

Boas pessoas

   Ontem  eu tava conversando com meu pai e a gente lembrou da vez que tivemos que ir pra Belo Horizonte, no Hospital Sarah Kubitscheck, pra fazer o exame que nos diria ao certo, qual era a minha doença... A gente foi pra lá duas vezes.
   A primeira vez foi horrível e apavorante, a gente pegou o avião aqui em Porto e tava frio, fomos com casacos quentes, estava na época da H1N1, tivemos que ir de máscaras, pra mim que nunca tinha viajado de avião, foi muito assustador, assim como deve ter sido pro meu pai. Bom, chegamos lá em BH e tava muito calor e a gente lá com roupas super quentes kkk. Mas isso não foi o menor dos problemas, aquela cidade é muito grande e cheia, a gente não sabia como chegar na casa que a gente ia passar a noite ai o pai com aquela mala pendurada nas costas, perguntando pra pessoas onde pegava tal ônibus pra ir onde a gente queria e ninguém sabia dizer, no fim, pegamos um ônibus que nos largou super longe do lugar, mas por volta da meia noite, conseguimos chegar, no dia seguinte foi mais fácil e bem menos assustador, conseguimos fazer o exame e se não me engano no mesmo dia voltamos pra casa. Mas a gente teria que retornar lá um tempo depois. Eu pensei que quando voltássemos pra Minas Gerias, seria o mesmo sacrifício da outra vez, mas amigos dos meus pais indicaram a gente, pra um grupo de pessoas do país todo que elas ajudam outras pessoas, por exemplo, se alguém viaja pra tal estado e não tem onde ficar, essas pessoas ajudam. Eu esqueci o nome desse grupo de pessoas.
  Enfim, nos indicaram pra um casa de lá, a gente conversou com essas pessoas antes de ir. Nossa, que pessoas maravilhosas, quando chegamos lá, estavam nos esperando no aeroporto, acolheram dois estranhos na casa deles, como se fossem da própria família. Essa segunda vez que fomos, foi bem diferente da outra, que mais parecia um filme de terror pra mim na época.
   Pessoas essas que são bem de vida, mas são de um simplicidade, sempre alegres. Por isso que eu digo que minha fé, é nas boas pessoas que ainda existem no mundo. Um dia eu gostaria de voltar lá, apenas pra visitá- los e agradecer mais um vez por tudo que eles fizeram, eles devem estar acostumados a fazer o bem assim pras pessoas. Isso é muito bom, eu realmente fico feliz de lembrar deles, que viraram nossos amigos importantes, mesmo que a gente nunca mais tenha conversado.

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